Ah… e já agora, trata-se de uma apresentação feita no Helloslide uma simpática aplicação onde o texto se transforma em voz, coisa muito útil para ser disponibilizada online ou mesmo se se ficar afónico num contexto presencial.
Recomendadas para rabiscar no espaço cerebral livre quando:
… se fala com alguém que ocupa pouco espaço nas nossas cabeças (não necessariamente sem interesse)
… se funciona em piloto automático (não necessariamente a atravessar o atlântico)
… se pensa sobre a vida (não necessariamente sobre o futuro)
… se bebe um café e come uma torrada (não necessariamente com manteiga)
… whatever…
A questão não está no insólito das situações mas na nossa capacidade de criar. Fazê-lo a partir duma colaboração entre o rabisco-visual e o padrão cognitivo, não é sinal de imbecilidade mas de inteligência.
Sobretudo quando a quantidade de informação é muito grande e o processamento exige profundidade… RABISQUEM.
PS: A água é para oxigenar e já agora para as pedras nos rins.
No Projecto LIFEisGAME (LearnIng of Facial Emotions usIng Serious Games) está-se a desenvolver a tecnologia para criar mais uma ferramenta para ajudar a desenvolver nas crianças com PEA aquilo onde são inábeis.
Perfeito! A tecnologia é muito capaz, quanto a isso não tenho dúvidas.
Aquilo que me deixa a pensar está ligado ao resto… à perturbação em si, mas especialmente às crianças e às famílias.
Do ponto de vista cognitivo, como se processa nas crianças com PEA a aprendizagem das habilidades comunicacionais? Que circuitos neurais são implicados e como? De que forma usam elas a “base de informação” que lhes será dada pela ferramenta em desenvolvimento neste projecto?
Do ponto de vista metacognitivo, como produzem as crianças com PEA o seu próprio conhecimento? Como usam o seu potencial cognitivo e sobretudo como “pilotam” elas esse processo?
Certamente que diferentes linhas de investigação serão desenvolvidas em simultâneo, e eu espero lá para 2014 saber mais umas coisinhas que me ajudem a clarificar as minhas dúvidas.
A revisão da literatura ou o estado da arte dão-nos os filtros necessários para as aprendizagens significativas…? Formalmente tenho para mim que ajudam um bom bocado.
Quanto às aprendizagens informais, ainda ando à procura de um paradigma.
Por ora, padeço de dificuldade em acompanhar as mais recentes
novidades e desenvolvimentos e de dificuldade em avaliar a qualidade da informação circulante e receio que isto se venha a agravar e transformar num estado patológico de litracia-informativa-apatica.
Mantenho-me num estado activo de ambivalência (…e agora vou ali ao blog da esquina produzir conhecimento).
Acordo diariamente no meio de um cenário de intoxicação informativa.
Mas não é com isso que me devo inquietar. Afinal esse é o cenário mas quem está no meio dele sou eu, uma criatura cujas capacidades cognitivas (as de análise e de síntese, claro) não deviam sofrer de preguiça. A verdade é que nem sempre conseguem filtrar aquilo que outras criaturas, igualmente donas de excelentes capacidades, põem a circular por aí. Separar o essencial do acessório é uma velha questão que hoje precisa de uns quantos filtros de qualidade e de mais um café.
Em destaque, hoje no meu dia: ” Preguiça cognitiva, não”.