Monthly Archives: Junho 2011

Fbooks ou literatura aos posts

Parece que andam por aí a empacotar umas obras para nos servirem rapidinho, via Facebook, como se pode ver aqui http://www.facebook.com/obominverno

Nada contra!

À pala dos novos tempos (são tempos lá isso são, outros, pela impossibilidade de serem os mesmos, mas adiante) emergem umas tendências (novas, também elas) e alguém mastiga a literatura por nós.

Nada contra!

Dizem que a coisas até resulta numa espécie de interactividade enriquecida com fotos e uns linkezinhos, coisa que os autores das obras certamente agradeceriam se por cá andassem.

Nada contra!

Aquilo que me chateia é mesmo isto…   Andamos distraídos ou o quê?

para todos os pecadores deste mundo

… o melhor mesmo é passar aqui http://radioetiopia.podomatic.com/… há por lá podcasts onde o alinhamento é uma espécie de “emotional engineering witht sounds”.

Eu escolho este… ….ETERNITY………by Tony Justerini

01. Lustmord – Corvus Mysterium
02. Ryan Teague – Undone
03. Gianluca Licciardi – Laurentino 38
04. Heidika – Dyad
05. Ryan Teague – Potters House
06. David Sylvian – Emily Dickinson
07. Yes – And You And I ( excerpt )
08. The Files & Fires – Berliner
09. Larsen and Friends – Part 8 and 3
10. The Fatales – Violette
11. Martin Lukanov & Mytrip – ml-s mt-e
12. Martin Lukanov & Mytrip – ml p mt 1
13. Heinali – Into The Sea
14. Tree No Leaves – Pimped Out Crack Smuggler
15. Seskamol – Divided
16. Electric Litany – A Time ( Never Be Late )
17. Glissando – We Are Depleting
18. The Tiger Lillies – Eternity
19. 8mm Orchestra – Trains ( Live String Version )
20. Esmerine – Luna Park
21. Anamar – Tudo Dar
22. Alexandre Desplat – Childhood
23. Roger Waters – Lost Boys Calling
24. Meander – Ozonosphere Paean
25. Mamiffer – Black Running Water
26. Lowercase Noises – A Highway Shall Be There
27. Martin Lukanov & Mytrip – ml p mt 1
28. Twiggy Frostbite – Grime Star

 

nós, a realidade e a nossa umbiguite aguda

  • Quando não temos dados, inventamo-los!
  • Quando não temos certezas, promovemos as nossas impressões subjectivas à categoria de certezas, pois concerteza!
  • Quando não temos elementos de contexto, tomamo-nos a nós como referência!

… e quase sempre nos recusamos a reconhecer que sofremos de umbiguite. Aguda, as mais das vezes!

Um antídoto para combater a coisa pode muito bem ser aumentar o nosso grau de consciência da dicotomia entre a realidade e a nossa representação da dita.

É isso que vai ditar o nosso grau de abertura aos outros e limitar (em maior ou menor grau) as relações que estabelecemos.

Andamos distraídos ou o quê?

Que efeitos tem, começar o dia, a pensar em padrões mentais & redes neurais e sei lá que mais?

Como estou consciente da plasticidade da minha cabecinha, nem sequer me atrevi a travar o processo e fui por ali fora. com sorte vou conseguir engordar algumas das partes constituintes do meu cérebro… pode ser o hipocampo, para começar.

Ora bem, agora estou aqui a escrevinhar estas coisas e a usar estas tecnologias que me levam a fazer tudo rapidamente (nos ultimos minutos respondi a 3 emails, a 5 comentários num dos meus posts, falei com um amigo que está numa conferência em londres, revi uma proposta de trabalho e antes que um colega a actualizasse a dropbox ainda fui buscar um café…). Bom, mas o conteúdo não interessa nada! O que interessa é a consciência que tenho de que a velocidade com que o faço me está a afectar os circuitos neurais e isso aborrece-me.  Por isso parei para pensar… que hoje é o dia da criança!

Criança – miúdos- écrã – e dou comigo a pensar que:

… realmente, os miúdos que passam várias horas por dia em frente aos écrãs (0 mundo é isso mesmo… a big and wonderful screen) tem andado ultimamente a tomar muita Ritalina.

… realmente, a força do visual faz com que as sensações do aqui-e-agora dominem os sentimentos e pensamentos… e os miúdos querem lá saber o que sentem e pensam os personagens ou os outros que estão do outro lado do écrã

Bom, eu estou a fazer a minha parte para não me deixar ficar num mundo infantilóide onde se reaja apenas passivamente ás sensações numa lógica de the experience of the thrill of the moment.

E você?

A resposta depende daquilo que fizer depois de ler o que escrevi?!

Pode ser util ler umas coisinhas em http://www.consumingexperience.com/2008/06/computers-internet-affecting-brain.html