ó chefe, vou mandá-lo às urtigas

Venho cá publicar este post da treta porque são agora precisamente 09.30h, altura em que os meus níveis de serotonina estão no seu máximo e eu não quero ser desmancha-prazeres.

Aqui o meu chefe apresentou-se ao trabalho com um kit de irritação assinalável e isso fez-me começar logo a produzir não vá ele querer medir a minha produtividade e reduzir-me o salário.

Como não tenho nenhum nano aparelhómetro que me ajude a ver a comunicação entre a amígdala cerebral do meu chefe e seu o córtex pré-frontal socorri-me de um truque artesanal: fixei-o nos olhos e fiquei a olhar para ele para aumentar assim o seu nível de irritação e ver como é que a voz da razão se manifestava.

Não manifestou e eu achei por bem mandá-lo às urtigas já que as ditas tem por lá muita serotonina.

PS: Para que não hajam dúvidas reafirmo convictamente… “eu adoro o meu chefe”.

os split-half das interacções

Se perdeu a confiança e anda por aí à procura de alguém que seja confiável, importa saber que as  pessoas confiáveis e generosas tem uma assinatura emocional onde o ingrediente maior é o constrangimento.

É assim uma espécie de cola com que se constrói a confiança.

Ao que parece, ficar embaraçado, sem saber o que dizer ou sentir-se  constrangido em situações de exposição pública até pode ser uma coisa boa.

Por isso não  vale a pena perder tempo a tentar ser mais comunicativo, mais extraovertido, mais exugerante ou whatever. .. no máximo ganhará o título de Miss Histérica ou Mr. Exibicionista.

O melhor mesmo é quando for à mercearia ou ao cabeleireiro ir-se treinando a  fazer split-half reliability tests.

PS: Atenção aos falsos tímidos, é claro!

 

Doodling… Rabiscar é preciso!

 

Ferramentas diárias de pensamento criativo

Recomendadas para rabiscar no espaço cerebral livre quando:

… se fala com alguém que ocupa pouco espaço nas nossas cabeças (não necessariamente sem interesse)

… se funciona em piloto automático (não necessariamente a atravessar o atlântico)

… se pensa sobre a vida (não necessariamente sobre o futuro)

… se bebe um café e come uma torrada (não necessariamente com manteiga)

… whatever…

A questão não está no insólito das situações mas na nossa capacidade de criar. Fazê-lo a partir duma colaboração entre o rabisco-visual e o padrão cognitivo, não é sinal de imbecilidade mas de inteligência.

Sobretudo quando a quantidade de informação é muito grande e o processamento exige profundidade… RABISQUEM.

PS: A água é para oxigenar e já agora para as pedras nos rins.

Rabiscar é adicionar emoções ao que se aprende.

Rabiscar é furar o inconsciente.

Se isto lhe interessar veja estes artigos recomendados aqui.

http://www.wired.com/wiredscience/2009/02/doodlerecall/

http://www.bottomlinesecrets.com/print.html?article_id=49122

LIFEisGAME

No Projecto LIFEisGAME (LearnIng of Facial Emotions usIng Serious Games) está-se a desenvolver a tecnologia para criar mais uma ferramenta para ajudar a desenvolver nas crianças com PEA aquilo onde são inábeis.

Perfeito! A tecnologia é muito capaz, quanto a isso não tenho dúvidas.

Aquilo que me deixa a pensar está ligado ao resto… à perturbação em si, mas especialmente às crianças e às famílias.

  • Do ponto de vista cognitivo, como se processa nas crianças com PEA a aprendizagem das habilidades comunicacionais? Que circuitos neurais são implicados e como? De que forma usam elas a “base de informação” que lhes será dada pela ferramenta em desenvolvimento neste projecto?
  • Do ponto de vista metacognitivo, como produzem as crianças com PEA o seu próprio conhecimento? Como usam o seu potencial cognitivo e sobretudo como “pilotam” elas esse processo?

Certamente que diferentes linhas de investigação serão desenvolvidas em simultâneo, e eu espero lá para 2014 saber mais umas coisinhas que me ajudem a clarificar as minhas dúvidas.

os memes, a mimética e um café

Tanta conversa para nos impressionar?

As nossas cabecinhas estão conectadas para comunicar… so, no problem!

Eu, por exemplo, comecei aqui a pensar em replicação cultural e tal e dei comigo à conversa com um gene portador da mitologia grega por via de Homero e ambos concluimos que precisamos de um café para percebermos como é que algoritmicamente ele chegou à fala comigo.

 

a pedagogia da avó

Dizer: “Óptimo… fantástico” é a uma metodologia não invasiva.

A minha avó praticava-a e sempre me dei bem com ela, com a pedagogia e com a minha avó. As coisas acontecem, quer queiramos quer não. Aprendemos de qualquer maneira, onde quer que estejamos.

Sras. professoras e srs. professores… usem-na e deixem a aprendizagem acontecer.

BigTent

Ora cá temos + uma ferramenta colaborativa!

A questão é mesmo essa + uma…!!!????